
Pacientes que sofrem de artrite reumatóide poderão contar, em breve, com um novo aliado no tratamento. Os Laboratórios de Recursos Vegetais e Opoterápicos e Bioprodutos, da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Ezequiel Dias e a Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolveram um medicamento, de uso externo, a partir do veneno de abelha, que terá propriedades analgésicas e antiinflamatórias. A pesquisa de “Desenvolvimento Farmacêutico de Biopoduto para o tratamento de Artrite Reumatóide” começou em 2004 e a tecnologia já esta sob proteção do INPI para ser transferida.
Durante o estudo, os pesquisadores da Funed isolaram, purificaram e caracterizaram a apitoxina (substância presente no veneno das abelhas) proveniente da espécie Apis mellifera. As frações purificadas do veneno passaram pelos estudos biofarmacêuticos in vitro, ou seja, no laboratório; e agora passam pelos testes in vivo, ou seja, em animais de experimentação. Para elaboração do medicamento, serão realizadas análises para determinar se a melhor forma de apresentação do produto será a pomada, gel ou loção.
A pesquisadora Esther Margarida Ferreira Bastos explica que o processo para chegar à fabricação do medicamento exige várias etapas. Primeiro a coleta no campo, em seguida o fracionamento do veneno coletado, a purificação, retirando a porção que causa alergias e conservando o restante para os testes farmacológicos, que verificaram a eficácia.
Artrite
A artrite é uma inflamação nas articulações que provoca dor, limitação de movimentos e até deformidades, podendo afetar adultos e crianças. “O medicamento tem muitas vantagens: tem origem natural, não apresenta efeitos colaterais e vai atuar diretamente para alívio do problema dos pacientes”, explica Esther.
